O Justiceiro
Luisinho está sempre disposto a ajudar, é um verdadeiro bom samaritano. Dos amigos ganhou a alcunha de “O generoso”, pois no momento que eles mais precisam lá está o bom e velho Luisinho querendo ajudar.
Não se recusa ajudar ninguém: Ajuda o carteiro a entregar as correspondências das casas que tem cachorro, o que já lhe rendeu duas mordidas na mesma mão pelo mesmo cachorro (obs: este cachorro faleceu misteriosamente alguns dias depois de abocanhar pela segunda vez a mão de Luisinho), ajuda os cadeirantes a subir escadas e também ajuda as velhinhas a atravessar a rua, as que querem e as que não querem chegar ao outro lado rua.
Característica típica desse tipo de pessoa, Luisinho defende a qualquer custo a justiça. Seus dotes de justiceiro se afloraram cedo, aos oito anos de idade delatou aos berros para a Tia Silvia que três coleguinhas seus colavam na prova de matemática. Tal atitude lhe rendeu ao final da prova uma estrelinha dourada de bom aluno e quinze minutos mais tarde, cinco pontos no supercílio esquerdo.
Se há uma coisa que Luisinho não agüenta ver é injustiça.
Certo dia ele estava de pé dentro do trem quando uma senhora com uma barriga enorme (de aparentemente uns 5 meses) embarcou. Luisinho foi logo olhando para o rapaz sentado a sua frente num banco reservado para gestantes e pensou “injustiça”. Esperava que o rapaz enxergasse a senhora e se levantasse, mas isso não ocorreu. Então Luisinho deu um passo à frente, se inclinou e sussurrou ao pé do ouvido do rapaz:
- Ei, levante-se, olhe aquela senhora grávida de pé.
- Nossa desculpe, nem a vi, disse o rapaz que se levantou prontamente.
Mas ao ver lugar vazio, a senhora estranhamente não se sentou. Pior ainda, ela recuou. Luisinho que não é de deixar que nenhuma injustiça aconteça, dirigiu-se a ela e lhe explicou:
- Senhora, havia um rapaz sentado lá naquele acento, mas eu pedi que ele se levantasse exclusivamente por causa da senhora que está grávida. Pode se sentar lá, não tem problema nenhum, o rapaz não voltará para revogar o acento.
- Ai moço, sabe o que é, é que eu não to grávida não, eu to gorda mesmo!

Putz, que merda!! Pensou Luisinho. Não sabia onde enfiar a cara, mas teve um plano: Não pediria desculpas, isso só agravaria a situação “Desculpe senhora, mas você está tão balofa que pensei que estive esperando gêmeos”. Sairia correndo no meio da multidão, desceria na estação seguinte e trocaria de vagão para então continuar a viagem.
Num salto deu as costas para a senhora e se dirigiu à porta do trem. Não ousava olhar para trás. Esperou o que pareceu uma eternidade até chegar à estação da Mooca, entretanto, assim que as portas se abriram um vulto passou correndo ao lado dele. Era a “grávida” que descia para trocar de vagão.
Não se recusa ajudar ninguém: Ajuda o carteiro a entregar as correspondências das casas que tem cachorro, o que já lhe rendeu duas mordidas na mesma mão pelo mesmo cachorro (obs: este cachorro faleceu misteriosamente alguns dias depois de abocanhar pela segunda vez a mão de Luisinho), ajuda os cadeirantes a subir escadas e também ajuda as velhinhas a atravessar a rua, as que querem e as que não querem chegar ao outro lado rua.
Característica típica desse tipo de pessoa, Luisinho defende a qualquer custo a justiça. Seus dotes de justiceiro se afloraram cedo, aos oito anos de idade delatou aos berros para a Tia Silvia que três coleguinhas seus colavam na prova de matemática. Tal atitude lhe rendeu ao final da prova uma estrelinha dourada de bom aluno e quinze minutos mais tarde, cinco pontos no supercílio esquerdo.
Se há uma coisa que Luisinho não agüenta ver é injustiça.
Certo dia ele estava de pé dentro do trem quando uma senhora com uma barriga enorme (de aparentemente uns 5 meses) embarcou. Luisinho foi logo olhando para o rapaz sentado a sua frente num banco reservado para gestantes e pensou “injustiça”. Esperava que o rapaz enxergasse a senhora e se levantasse, mas isso não ocorreu. Então Luisinho deu um passo à frente, se inclinou e sussurrou ao pé do ouvido do rapaz:
- Ei, levante-se, olhe aquela senhora grávida de pé.
- Nossa desculpe, nem a vi, disse o rapaz que se levantou prontamente.
Mas ao ver lugar vazio, a senhora estranhamente não se sentou. Pior ainda, ela recuou. Luisinho que não é de deixar que nenhuma injustiça aconteça, dirigiu-se a ela e lhe explicou:
- Senhora, havia um rapaz sentado lá naquele acento, mas eu pedi que ele se levantasse exclusivamente por causa da senhora que está grávida. Pode se sentar lá, não tem problema nenhum, o rapaz não voltará para revogar o acento.
- Ai moço, sabe o que é, é que eu não to grávida não, eu to gorda mesmo!

Putz, que merda!! Pensou Luisinho. Não sabia onde enfiar a cara, mas teve um plano: Não pediria desculpas, isso só agravaria a situação “Desculpe senhora, mas você está tão balofa que pensei que estive esperando gêmeos”. Sairia correndo no meio da multidão, desceria na estação seguinte e trocaria de vagão para então continuar a viagem.
Num salto deu as costas para a senhora e se dirigiu à porta do trem. Não ousava olhar para trás. Esperou o que pareceu uma eternidade até chegar à estação da Mooca, entretanto, assim que as portas se abriram um vulto passou correndo ao lado dele. Era a “grávida” que descia para trocar de vagão.



STEPHAN
ANDRÉ
ERNANDES
ANGEL
